O que você vai aprender neste artigo?
1. Como definir a identificação do código do produto na importação;
2. Como configurar o rateio de impostos e os processos automáticos;
3. Quais opções de layout estão disponíveis para a NF-e de entrada;
4. Como parametrizar o aproveitamento de PIS/COFINS e os códigos de enquadramento;
5. O que configurar para operações de Conta e Ordem.
Antes da emissão da NF-e de entrada de importação, é possível ajustar uma série de configurações que influenciam tanto os cálculos quanto o layout da nota. Realizar essas parametrizações com antecedência evita retrabalho, já que alterações feitas após a emissão podem exigir ajustes manuais na nota. Neste artigo, você confere as principais configurações disponíveis no Mainô para as suas operações de importação, organizadas em cinco grupos: identificação do código do produto, rateio e processos, layout da NF-e de entrada, aproveitamento e enquadramentos, e operações de Conta e Ordem.
1. Como definir a identificação do código do produto na importação
No menu Usuário > Configurações > Comex, há um quadrante chamado Identificação do código do produto na importação da DI - XML Siscomex. Esse quadrante é fundamental para definir como o sistema vai gerar os códigos dos seus produtos a partir do XML da DI.
Para que o sistema identifique automaticamente o código do produto, informe os caracteres que separam o código da descrição e indique se o código está no início ou no final da descrição.
Exemplo: na descrição "BOLSA FEMININA COM SUPERFÍCIE EXTERIOR DE MATERIAL SINTÉTICO REF. LY013", os caracteres que separam o código da descrição são REF. e o código (LY013) se encontra no final.
Quando não for possível identificar o código pelo XML, você pode definir como o sistema vai formar a combinação usando as variáveis de número da DI, número da adição e sequencial do item.
As variáveis disponíveis são:
• %{NUMERO_DI};
• %{NUMERO_ADICAO};
• %{SEQUENCIAL_ITEM}.
Basta informá-las na sequência em que deseja compor o código.
Também é possível definir um prefixo que será aplicado ao código dos produtos.
Para situações mais complexas — como códigos no meio da descrição ou que exigem exclusão de trechos específicos —, é possível utilizar uma expressão regular para indicar exatamente onde está o código.
OBS: Essa funcionalidade só pode ser utilizada com DIs. Na DUIMP, o sistema recebe o código cadastrado no Catálogo de Produtos para cada produto, e reaproveita-o.
2. Como configurar o rateio de impostos e os processos automáticos
Ainda no menu Usuário > Configurações > Comex, logo abaixo do quadrante de identificação do código, estão as configurações de rateio dos impostos nos produtos. Nesse bloco, você define se o rateio do Frete, AFRMM, Capatazia e Taxa Siscomex será feito por peso ou por valor.
Em seguida, há a configuração de criação automática dos processos. Por padrão, sempre que uma DI é importada no sistema, um processo é criado automaticamente com todos os dados do XML — você consulta esses processos em Comex > Processos, e eles são essenciais para o detalhamento das suas importações.
Caso queira desativar essa criação automática, basta desmarcar a opção Criar processo automaticamente através da DI. Também é possível desativar o vínculo automático do processo a um Pedido de Venda.
3. Quais opções de layout estão disponíveis para a NF-e de entrada
No menu Usuário > Configurações > Fiscal, estão concentradas as opções que influenciam o layout da NF-e de entrada de importação. É importante revisar cada configuração e deixá-la de acordo com a operação da sua empresa.
Atenção especial para:
• PIS e COFINS: podem ser somados a outras despesas ou destacados em campo próprio;
• Taxa AFRMM: pode ser destacada em campo próprio ou somada a outras despesas (em ambos os casos, a taxa entra no total da nota);
• II (Imposto de Importação): pode ser somado ao valor dos produtos ou não;
• ICMS: pode ser somado ao total da nota ou não.
Logo abaixo, há a configuração de como o sistema deve extrair os impostos do XML da DI, selecionando entre valor devido ou valor a recolher.
Por fim, é possível ajustar configurações relativas à Base de Cálculo dos impostos. Ao passar o cursor do mouse sobre cada opção, o sistema exibe uma explicação detalhada do comportamento de cada parâmetro.
4. Como parametrizar o aproveitamento de PIS/COFINS e os códigos de enquadramento
Empresas do regime Lucro Real podem parametrizar o percentual de aproveitamento de PIS e COFINS. Esses percentuais são utilizados no cálculo do produto em estoque e no relatório de saldo contábil. Informe o percentual não aproveitado ou o percentual de aproveitamento, conforme a sua operação.
Também é possível parametrizar os códigos de enquadramento do IPI em casos de imunidade, suspensão ou isenção. O código de enquadramento justifica o motivo da isenção ou suspensão e evita rejeições da Sefaz.
Além disso, é possível deixar parametrizada a Situação Tributária do ICMS, PIS/COFINS e base de cálculo IBS/CBS na NF-e de entrada. Quando configuradas, essas situações tributárias são aplicadas automaticamente na NF-e de entrada.
Se a situação tributária variar entre operações, deixe esses campos em branco e parametrize diretamente na DI/DUIMP. Também é possível parametrizar apenas um dos campos, deixando o outro em branco.
5. O que configurar para operações de Conta e Ordem
Para operações de Conta e Ordem, é possível parametrizar a Situação Tributária do PIS e COFINS tanto na NF-e de entrada quanto na NF-e de remessa. Além disso, é importante definir o cálculo utilizado na geração da remessa, que pode ser feito com o IPI majorado ou com o valor igual ao da NF-e de entrada.
Importante: a Situação Tributária do PIS e COFINS precisa ser definida nessas configurações. Caso contrário, não haverá cobrança desses impostos na NF-e de entrada nem na NF-e de remessa.
Para conferir essas configurações em vídeo, acesse o tutorial abaixo:
Se tiver dúvidas, fale com a Mai pelo chat no sistema ou pelo número de WhatsApp (21) 2224-5777.













